O grande buraco que ferve, onde o Mato é Grosso, Brazil
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domingo, 24 de abril de 2022

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo

 Depois de passar por uns maus bocados - a crise depressiva rotineira da TPM -, agora sinto uma ânsia por viver. A sensação é de que preciso sentir sentimentos fortes e avassaladores pra me sentir um pouco mais viva, ou pelo menos sentir que é pra isso que estou vivendo. A rotina engole a gente muito sorrateiramente e se não prestarmos atenção vamos cavando um buraco, nos perdemos no processo e pra voltar pra superfície fica custoso demais. 

Acontece que sentir sentimentos vicia e você acaba precisando de doses cada vez mais fortes, mas logicamente fica insustentável tudo isso e daí rola aquele processo de abstinência em que a depressão e ansiedade vem chutando a porta ao som de All Star, Smash Mouth kkk

Estou falando tudo isso, mas a verdade é que nem cheguei nesse ponto, mas a parte completamente louca e irracional de mim queria chegar. Tudo de tudo pra me sentir mais viva, sei lá. Sou muito apegada a conceitos de certo e errado e às vezes eu fico pensando qual seria a maneira certa de viver e isso é MUITO ruim, porque é como se houvesse uma receita a ser seguida, todo um protocoloco pra ser cumprido e... não tem, né, gata? Enfim, queria que tivesse, mas talvez não teria graça, ou talvez eu mesma não seguiria, pois a falta de constância na minha vida é um problema.

Esses dias comecei a rever uma série que lembrava que tinha me causado fortes sentimentos: Love. Nas minhas pokas ideias eu considero essa série bem profunda por alguns muitos pontos (sempre muito específica, né, Vitória?). A série trata de relacionamentos e retrata de uma forma que eu considero bem realista, aborda bastante sobre vícios e etc. Enfim, é uma série que me emociona e mexe bastante comigo, acho que me identifico bastante com a Mickey em determinados aspectos, tipo, em relação a ser meio viciada em amor e sexo? Não acho que chegue a um nível patológico agora, pois sou uma pessoa já mais terapeutizadah, mas quando eu era mais nova certamente chegava. Tanto é que como já mencionei aqui antes, eu vivi boa parte da minha vida em função de relacionamentos, amor e sexo e sinto que me perdi tanto de mim mesma. Sei lá, é ruim chegar aos 26 anos não se conhecendo muito bem, pela falta de envolvimento consigo mesma. 

Cabei de notar que to sempre falando as mesmas coisas, acho que no momento esse tem sido meio que o ponto central da minha terapia e etc.

O que vocês fazem pra sentir que tão vivendo?